Moradores de São Paulo Elegem 7 Distritos com Maior Sustentabilidade Para se Morar

Qualquer que seja o lugar escolhido para morar, com certeza, a qualidade de vida é o fator considerado mais relevante na escolha. E essa preocupação é maior ainda quando se trata da busca por imóveis em São Paulo, surgem as dúvidas: onde morar em São Paulo? Qual seria o lugar mais seguro na capital?

Pensando nisso, foi realizada uma dinâmica pela Folha, que pretendeu responder a estas perguntas e apontar quais seriam os parâmetros fundamentais na definição desse conceito de sustentabilidade. O jornal cruzou dados da Agenda 21 com definições de uma cidade sustentável, com os de uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 2008, na qual os moradores avaliaram seus respectivos bairros.

Os dados avaliados foram transporte público, conservação de áreas verdes e segurança, nos quais 7 distritos entraram em destaque por estarem acima das expectativas em todos os critérios.

Os resultados surpreenderam, pois lugares com fama no mercado imobiliário paulistano como Morumbi e Alto Pinheiros, que tem considerável participação no ranking da procura por imóveis, casas e apartamentos em São Paulo, ficaram de fora dos resultados. Aliás, a Zona Sul de São Paulo acabou nem sendo citada.

Os 7 distritos eleitos mais sustentáveis para se morar em São Paulo foram Santana e Tucuruvi – na Zona Norte, Vila Leopoldina, Perdizes e Lapa – na Zona Oeste, Mooca e Água Rasa – na Zona Leste.

Segundo o arquiteto David Douek, o que consagrou o posicionamento destes bairros na pesquisa foi o fator “equilíbrio”, afirmando que são bairros que não possuem grandes disparidades. Com exceção da Vila Leopoldina, todos os distritos tem média de domicílios em favelas inferior a 1,36%, enquanto que a média da capital é de 12,67%.

Outros fatores fortes foram a diversidade social – demonstrando que há convivência de diferentes tipos na rua – e a participação em comunidades – evidenciada, por exemplo, em distritos como a Lapa e Perdizes, onde se destacam movimentos comunitários de força. Toda essa ausência de disparidades sociais acaba por configurar áreas de melhor infra-estrutura, o que parece ter sido decisivo na escolha destes bairros como mais sustentáveis.

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