Com um mercado de imóveis em São Paulo e todo Brasil crescente, as chances do crédito se transformaram em um sonho de consumo da aquisição do imóvel próprio para muitos brasileiros. Mas, como a casa própria tem um preço alto, é preciso ter cautela na hora de fechar o negócio. Portanto, confira a lista de 12 dicas, para não errar na hora da compra do bem de consumo, elaborada pelo Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo)
- Antes de fechar a compra, pesquise os preços de outras casas ou apartamentos em no mesmo local. Procure pesquisar o preço do imóvel com os mesmos detalhes do qual você quer adquirir.
- Faça uma pesquisa das taxas de juros. Todas as agências bancárias oferecem financiamento do imóvel e a taxa de juros muda de acordo com o seu salário, o preço do bem de consumo e do financiamento. Realize e simule em todos os bancos para achar a taxa mais conveniente. Você pode encontrar nos sites das agências, simuladores online do CET (Custo Efetivo Total), que é a porcentagem que indica quanto você vai gastar no total da compra do imóvel.
- O grande problema para o comprador, é quando o imóvel está ocupado, que são casos em que podem acontecer com imóveis comprados através do leilão. O ideal é que você espere o imóvel desocupar. Mas, se você estiver muito interessado na casa, você pode visitar o local e fazer uma proposta com o morador. Se o ocupante estiver disposto a brigar pelo bem, desista do negócio, já que o processo de retirada na Justiça tem um longo prazo e nem sempre é algo garantido.
- Antes de comprar o imóvel, faça uma visita por dentro, já que pode acontecer da propriedade apresentar prejuízos como partes de gesso lascadas, danos em armários, instalações prejudicadas, entre outros. Para poder reclamar destes problemas, o comprador precisa realizar uma vistoria e garantir a assinatura da empresa responsável pela venda, para posteriormente, poder provar as reclamações na Justiça. Saiba que o vendedor é obrigado a reparar os danos do imóvel ou até indenizar o novo morador em dinheiro.
- Panfletos e anúncios devem ser guardados pelo comprador, para que, caso seja necessário, possa ser provado algo na Justiça.
- Antes de fechar a compra do imóvel com o vendedor, tenha a certeza de que o crédito de seu financiamento foi aprovado. Se o vendedor pedir um certo valor de entrada, assine um termo em escrito que garanta que nenhum tipo de multa será cobrada, caso o seu financiamento seja negado, para dessa forma, evitar o risco de pagar uma multa, além de recorrer para ressarcimento na Justiça.
- É importante verificar se o imóvel que você pretende comprar, não há dívidas em pendência, como IPTU e condomínio. Lembre-se que essas dívidas são de responsabilidade do proprietário anterior, que deverão ser pagas pela agência bancária ou pelo antigo dono. Se estas estiverem pendentes, o banco terá o imóvel como garantia de pagamento, além de que, a execução recorrerá contra o comprador. É fundamental que a obrigação esteja na oferta do contrato ou de compra, para evitar problemas como ir à Justiça para o estorno do valor pelo vendedor.
- Procure pagar o máximo que puder no ato da compra, para diminuir o valor das prestações, pois quanto maior o período do contrato, mais juros você pagará pelo imóvel. Conforme dados do Ibedec, caso a taxa de financiamento seja de 10% anual, a cada 10 anos de parcelamento, o valor de juros corresponderá ao valor de um imóvel. E se o comprador atrasar três parcelas, a propriedade poderá ir a leilão, além de perder todo o dinheiro investido no imóvel e ficar com uma dívida, caso o preço de venda do bem de consumo seja menor que o valor da diferença do parcelamento.
- Pais e filhos ou outros familiares se unem para a compra de um imóvel. Isso é comum para quem deseja compor uma renda para obter o crédito para a compra. No entanto, lembre-se que todas as pessoas envolvidas na aquisição, terão uma dívida até o final do financiamento. Pense na ligação e na confiança que terão que ter por um longo tempo.
- É preciso analisar se você conseguirá pagar o financiamento até o fim. Como o prazo é longo, e crises e imprevistos costumam acontecer e nos pegar de surpresa, tente comprometer o menos que conseguir o seu salário, para evitar dores de cabeça no futuro.
- Além de escolher o imóvel e ter o financiamento liberado, não esqueça que ainda há os gastos com a escritura e ITBI para o registro da transação em cartório. Essas despesas podem corresponder a até 3% do valor do imóvel. Tenha um dinheiro reservado antes de pensar em comprar a propriedade, já que esse valor deverá ser pago à vista.
- O uso de um despachante imobiliário está ficando cada vez mais freqüente, com taxas, na maior parte das vezes, presente nos contratos de aquisição do imóvel. Mas, saiba que esse gasto não é algo obrigatório. O próprio comprador pode realizar toda a burocracia, o que será uma economia de até R$ 1000. Se tiver alguma dúvida, procure a orientação do Procon ou do Ibedec.
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