Muitas pessoas enxergam no leilão uma ótima forma para realizar o sonho da casa própria, existem milhares de apartamentos e casas a venda colocados a leilão diariamente. Aumentando a procura de moradores e investidores o motivo é o valor, já que pode se conseguir descontos maiores que 20% em comparação com os preços do mercado imobiliário. Mas, apesar da emoção em concorrer a imóveis de peso, deve-se tomar várias precauções antes de lançar o valor máximo anunciado.
Confira 10 dicas antes de arrematar uma propriedade no leilão:
1. Opte por propriedades livres, pois mais de 90% das casas leiloadas, ainda estão ocupadas pelos antigos proprietários. Caso você não queira recorrer na Justiça para a desocupação do imóvel, prefira propriedades livres.
2. Veja se há processos na Justiça do imóvel leiloado. Vá ao cartório ou ao fórum para verificar se existem ações. Na maior parte das vezes, a desocupação da propriedade pode ser demorada, decorrente de liminares conseguidas pelos moradores. Fique atento, pois geralmente os bancos não aguardam até o final do julgamento para colocar o imóvel em leilão.
3. Antes de arrematar o imóvel desejado, procure fazer uma visita na propriedade, para ver o estado em que o imóvel se encontra. Na maioria das vezes, o ocupante não deixa que o interessado veja o local. Caso isso aconteça, converse com vizinhos e funcionários para ter uma ideia de como encontrará o imóvel.
4. Faça um levantamento das dívidas da propriedade, pois geralmente, o ocupante executado por meio da Justiça ou que teve a sua propriedade tomada pela agência bancária por inadimplência, pode também ter dívidas como IPTU, taxas e INSS. Quem irá adquirir o imóvel, arcará com todas as despesas, com exceção do condomínio, que pode ser cobrado do proprietário anterior através de processo judicial. Há ainda gastos em que o comprador será responsável, como o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e despesas com advogados para a retirada do morador. Inclua todos esses valores e diminua do valor do lance a ser arrematado.
5. Analise quais são as melhores formas de pagar o imóvel, para evitar o risco de não conseguir pagar a propriedade e ela ter que voltar a ser leiloada. O leilão tem um edital que define as normas de pagamento do bem. Saiba que muitos leilões não deixam usar o FGTS para pagar o imóvel.
Será preciso pagar um acréscimo de 5% do preço do arremate para o leiloeiro. Pode-se conseguir descontos de até 10% se o arrematador pagar à vista. Pesquise os juros mais baixos do mercado e procure não prejudicar mais do que 15% de sua remuneração com o preço de cada parcela.
6. Leia atentamente o edital do leilão e confira quais são as opções de compra, as condições de pagamento, o valor inicial, os impostos, entre outros itens. Saiba que aquele que lançar um valor e depois desistir da compra, será banido de participações em outros leilões. Caso você desista de arrematar o imóvel, sob a afirmação de que não tem como pagar o bem, poderá receber punição de dois meses a um ano de prisão, e também terá que pagar uma multa.
7. Converse com um corretor, para ver se o valor do imóvel corresponde ao preço real do edital.
8. Se você quer arrematar uma boa propriedade no leilão, tenha em mente que terá que dar um bom lance pelo imóvel. Quando a disputa pelo bem é acirrada, o leiloeiro costuma aumentar o lance em R$ 5 mil toda vez que alguém lançar um valor, ou de R$ 500 a R$ 500, se o lance estiver morno.
9. Registre o seu imóvel no cartório para não correr o risco que sua propriedade seja lançada em um outro leilão.
10. Procure um advogado para tirar todas as suas dúvidas em relação ao arremate de um imóvel no leilão.